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Data: 02/07/2018
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A âncora verde perde força, e os produtos agropecuários começam a ter um peso forte na inflação. Essa maior participação dos agropecuários nos índices inflacionários ocorre tanto por fatores internos como externos.

Os produtos agrícolas mantiveram deflação no atacado até fevereiro. A partir daquele mês, vários deles foram se revezando nos aumentos mensais, elevando a taxa de inflação.

A taxa acumulada dos produtos agropecuários indicava uma deflação de 10,91% nos últimos 12 meses até fevereiro, segundo dados do IGP-M da FGV.

Na divulgação desta quinta-feira (28), a FGV apontou que a inflação dos agrícolas registrou alta de 7,51% no atacado no primeiro semestre.

As principais pressões neste primeiro semestre vieram de cana-de-açúcar, soja, farelo de soja, milho, leite e carne de aves.

À exceção da soja, que teve uma participação mais duradoura na taxa de inflação do ano, os demais produtos tiveram períodos específicos de altas.

A pressão da cana-de-açúcar, por exemplo, foi pequena e ocorreu durante a entressafra, no início de ano. Já a soja, apesar da safra recorde brasileira, esteve presente na inflação em vários meses.

Vários fatores puxaram os preços da soja para cima. Um deles foi a opção dos chineses pelo produto brasileiro em ritmo mais acentuado do que nos anos anteriores.

A intensa demanda pelo produto nacional e a alta do dólar, que elevou os preços da oleaginosa em reais, tornaram a soja mais cara no país.

Essa alta foi auxiliada, ainda, pela quebra de safra na Argentina. Os argentinos deveriam colher 58 milhões de toneladas, mas, devido a problemas climáticos, a produção ficou em apenas 36 milhões.

A falta de soja na Argentina, grande fornecedora mundial de farelo de soja, também elevou os preços desse produto. Essencial na ração dos animais, o farelo acabou sendo um custo a mais para os produtores de proteína.

Além do farelo de soja, o milho, também importante na composição da ração, teve alta. Houve uma redução de produção na primeira safra e as estimativas indicam quebra de produtividade na segunda.

O gargalo maior para o setor de proteínas viria, no entanto, com a paralisação dos caminhoneiros. O setor de aves, afetado por barreiras externas, por custos elevados de produção e por redução interna de preços, foi totalmente paralisado no ato dos caminhoneiros.

O resultado é que a pesquisa do IGP-M deste mês indica uma alta de 21% no preço das aves no atacado. Essa correção vai chegar ao bolso dos consumidores.

O leite também esteve presente na lista de inflação no atacado neste semestre. Problemas climáticos, saída de alguns produtores da atividade devido aos elevados custos de produção e consequente captação menor de leite puxaram os preços desse alimento para cima.

O IGP-M termina o primeiro semestre com taxa média de 5,39%, formada pelas variações de preços no atacado, no varejo e no custo de construção.

Esse patamar inflacionário teve uma boa participação dos produtos agropecuários no atacado, que subiram 9,8% no período.

fonte: Udop, com informações da Folha de S.Paulo (escrita por Mauro Zafalon, na coluna Vaivém das Commodities)

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