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O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deve promover nesta quarta-feira (11) a terceira queda seguida da taxa básica de juros (Selic) e a primeira acima de 0,25 ponto percentual, dentro do atual ciclo de afrouxamento monetário. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.

Com a inflação em declínio e a demora na recuperação da economia, a maioria das projeções do mercado financeiro concentra-se no corte de 0,50 ponto percentual da Selic, para 13,25% ao ano.

Conforme levantamento da agência Bloomberg, de um total de 40 economistas, 35 esperam uma redução dessa magnitude. Outros quatro projetam uma queda maior, de 0,75 ponto, e apenas um estima diminuição de 0,25 ponto percentual.

Na pesquisa semanal Focus, do BC, divulgada nesta segunda-feira (9), economistas do mercado mantiveram a expectativa de redução de 0,50 ponto.

O mercado de juros futuros operou em baixa nesta segunda-feira, também refletindo a possibilidade de um corte de pelo menos 0,50 ponto da taxa básica de juros.

O Goldman Sachs prevê queda de 0,50 ponto, mas considera que há pelo menos 40% de chance de o Copom reduzir a Selic em 0,75 ponto. "Essa probabilidade pode aumentar se o IPCA de dezembro vier significativamente abaixo das expectativas", escreve o banco, em relatório.

Ainda segundo o Goldman, os dados fracos do mercado de trabalho e de atividade econômica e a pressão sobre o BC para intensificar o ritmo de cortes de juros podem levar à redução de 0,75 ponto.

IPCA
O índice de inflação oficial, o IPCA, de 2016 será conhecido na manhã desta quarta-feira, horas antes do anúncio do Copom. A mediana das estimativas coletadas pela Bloomberg é que o indicador calculado pelo IBGE tenha terminado o ano passado em 6,34%, abaixo da variação de 12 meses acumulada em novembro, de 6,99%.

Para o mês de dezembro, as projeções são que o IPCA tenha ficado em 0,34%, ante 0,18% no mês anterior.

Algumas instituições financeiras, como o Itaú Unibanco, passaram a prever um corte de 0,75 ponto da Selic depois que a produção industrial de novembro ficou abaixo do esperado. O indicador, divulgado na semana passada pelo IBGE, cresceu apenas 0,2% na comparação com outubro, contra estimativas de alta de 1,3%.

"A queda na inflação corrente [mais intensa e difundida do que o esperado] e a perspectiva de retomada econômica ainda mais lenta do que se antecipava sugerem um corte mais agressivo na taxa de juros", diz o Itaú, em relatório. "Acreditamos que o Copom irá reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual, que nos parece ser coerente com a sua comunicação atual, bem como com os últimos indicadores econômicos."

Além disso, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou no mês passado a mensagem da mais recente reunião do Copom, realizada em 30 de novembro, de que a autoridade monetária vai intensificar o ritmo de corte da taxa básica de juros se a atividade econômica permanecer fraca.

fonte: Udop, com informações da Folha de S.Paulo (escrita por Eulina Oliveira)

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