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22/11/2017
Imagem: Ari Ferreira/Estadão Imagem: Ari Ferreira/Estadão

Dois dados simples mostram a importância da área: o custo com logística pode representar de 20 a 30% do custo total de um produto e consome 11,7% da receita das empresas. Por isso, o estudo do tema, algo bem comum nos cursos de graduação tecnológica, gradativamente ganha espaço na lista de pós-graduações e MBAs.

Um crescimento até impulsionado pela crise econômica, que trouxe à tona a necessidade de repensar o formato das estruturas de produção, para que as empresas possam se manter competitivas em mercados de consumo cada vez mais restritos. “Muitas estão aproveitando a crise imobiliária para rever as malhas logísticas e se reposicionar em armazéns novos, com melhor padrão de construção e mais baratos”, explica Fabiano Stringher, professor do curso de pós-graduação em Logística Empresarial da Fundação Vanzolini.

Além disso, o aumento ininterrupto do varejo virtual, que tem crescido a taxas de pelo menos 25%nos últimos anos, coloca a área em evidência. E a demanda por profissionais tende a crescer. Uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half com 230 especialistas em cadeias de suprimentos mostrou que 76% deles acreditam que o setor logístico avançará bastante nos próximos anos.  

Até porque, afirmam os especialistas, o Brasil ainda tem muitos gargalos no setor. O curso de Logística Empresarial do Senac, por exemplo, discute os entraves causados pela infraestrutura precária do País. “Recentemente, debatemos com os alunos os problemas que acontecem no Porto de Santos, em que navios partem com carga inferior a sua capacidade”, afirma Nadye Lino Castaldi Gentil, coordenadora da pós-graduação. A professora explica que essa subutilização das embarcações acontece porque a profundidade do porto é insuficiente para que os navios se movam plenamente carregados.

Não à toa, o Brasil ainda ocupa a 55.ª posição no ranking internacional de eficiência em logística, conforme relatório do Banco Mundial de 2016, que considera como principais problemas por aqui fatores como custo, pontualidade e embarque internacional.

Melhorar isso exige investimento e gente preparada. Exatamente o que propõem os cursos de pós e MBA na área, cujo público-alvo principal são os graduados em Tecnologia em Logística, mas que também abarca profissionais com experiência ou formação em Engenharia, Administração, assim como egressos de cursos de graduação que tenham interesse na área.

Estratégia. Os cursos envolvem disciplinas de Ciências Exatas, como Estatística e Matemática, e de Humanas, como Administração e Marketing. Também contam com matérias específicas como Legislação Aduaneira, Modais de Transporte e Gestão de Qualidade. O objetivo é que os alunos consigam desenvolver habilidades de negociação para lidar com grande quantidade de pessoas envolvidas dentro e fora das organizações e de otimização dos processos com base nos avanços tecnológicos que têm transformado o setor nos últimos anos.

Para dar uma visão ampla do mercado, os cursos também têm módulos que ocorrem fora da instituição, em pontos diversos do País e no exterior. Na Fecap, os alunos da pós-graduação em Logística das Cadeias de Suprimentos têm uma programação externa estruturada. “Temos várias visitas técnicas nacionais e, no mínimo, uma visita técnica internacional. Também oferecemos um módulo disciplinar internacional em universidades em Estados Unidos ou Europa”, conta Sandra Façanha, coordenadora do curso.

Na Universidade de Araraquara (Uniara) a pós em Logística Reversa é estruturada em módulos que tratam, dentre outros temas, de questões ambientais e gestão de negócios. A área ganhou força com a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, que definiu os segmentos críticos para funcionamento da logística reversa, incluindo a responsabilidade de todas as empresas ligadas às cadeias de suprimentos.

Pela complexidade do tema é que Kathelem Santiago Santos, já formada em Logística, procurou a pós na área e se formou no fim do ano passado. “Queria conhecimentos de gestão. É uma área vista muito como operacional. Quanto mais as pessoas se especializarem, mais mudaremos esse conceito de que é uma área operacional. Muitas empresas utilizam a área produtiva para lidar com a logística ou a própria administração geral da empresa. Um erro. Logística é um campo que exige conhecimento específico e técnico.”

Os lucros para quem enxerga isso são exorbitantes. Um dos mais notórios cases é o WalMart. A rede varejista tem uma receita anual de US$ 500 bilhões encabeça a lista de 500 maiores corporações da revista Fortune. A receita de tal sucesso? A notória excelência em operações logísticas.

Para entender. O termo logística vem do grego logistikos: cálculo e raciocínio. Criada como uma necessidade militar de abastecimento de armamentos e alimentos nos deslocamentos, a logística transformou-se em um dos principais instrumentos para o desenvolvimento de um negócio, independentemente da área.

Pela definição do Council of Supply Chain Management Professionals, “logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semiacabados e produtos acabados, bem como as informações relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes.”

Diferenças. A gestão de transportes forma e atualiza profissionais para o gerenciamento de soluções sustentáveis de transportes, área que pode representar 60% das despesas no processo de logística. São analisados fatores como modais diversos, infraestrutura, fretes e normas reguladoras.

A gestão da cadeia de suprimentos, também conhecida no mercado como supply chain management, proporciona uma integração entre uma organização e os seus fornecedores, produtores, distribuidores e clientes e outros membros da cadeia de suprimentos. Para isso, tem como um dos pilares o compartilhamento de informações sobre processos em tempo real.

A logística empresarial trata dos desafios que surgem com o desenvolvimento das telecomunicações e o avanço da globalização. Abrange conhecimentos de economia e finanças, direito tributário e políticas públicas e relações internacionais. Os cursos são procurados por profissionais de empresas que exportam ou têm intenção de ganhar o mercado estrangeiro, estações aduaneiras e de outras instituições que lidam com negociações internacionais, como bancos.

É um segmento estável: o mercado cresce acima de 10% ao ano e os gerentes costumam ter uma grande estabilidade.

Fonte: O Estado de S.Paulo, escrita por Ocimara Balmant

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